Paulo Beto (3)


Dos rituais e das peculiaridades sonoras-sensoriais cujo poder na natureza e da vida somente a mãe Gaia nos proporciona, das entranhas desta, emerge em névoas, Paulo Beto. Poeta nascido em Niterói, em 30 de março de 1988. Eremita sonoro transcriando o espaço, transentindo o seu tempo e seus ardores surrealistas, derretendo as horas e discorrendo sobre o rito cotidiano do entorno que vislumbra. Apresentando seu primeiro disco conhecemos um poeta consciente e onipresente da selva de dúvidas, questionamentos, certezas e reflexões das tortuosas esquinas da mente que em idílicas melodias e harmonias lentamente saboreamos direto do seu Cantinho do céu, um condado esquecido por Deus onde ele
e Bernardo Leão gestaram "Memórias d'aldeia do bicho que mente", trabalho experimental, ousado, ao mesmo tempo que terno, a reinventar a tradição da canção. Obra de lento deglutir e refletir sobre o amor em tempos de modernidade líquida, onde somente armado de coração vitória sobre as trevas de uma era desenvolvimentista aprisionadora,
luz poderá jogar sobre. Melodias de dentro da floresta que tratam da criança interior que nos habita e a inocência a qual devemos nos esforçar para manter viva, para que a sinceridade e os sonhos de uma infância muitas vezes já perdida não sejam esquecidas. Atualmente, Paulo Beto e sua banda seguem em turnê pelo Brasil, tocando o disco,
evocando a floresta, as forças da mata, a magia fundante.
Ayaya Pachamama!